segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Identidade

Não gosto de escrever muito, e muita gente não gosta de ler muito, então vou tentar ser bem direto e escrever a respeito de uma questão que me foi inspirada por um comentário feito pelo Traceur Pedro Thomas.


Eu acho que ao invés de nos preocuparmos em seguir um padrão de movimentação de terceiros, que causa todo aquele choque visual e chama atenção muitas vezes, devemos buscar aplicar as técnicas que são universais sendo levadas pelo nosso eu.

Parar de tentar se espelhar na "atmosfera" criada pela movimentação do outro, e começar a espelhar na sua movimentação o que sempre esteve trancado dentro de você. E se você esquecer o padrãozinho do outro e tiver que ficar revendo vídeos e mais vídeos, para poder continuar sua progressão? Afinal, já fui vítima dessa "plagiação", não sei se sou consciente o suficiente para dizer que não sou mais.
É bom eu passar por isso para nao cometer novamente essa "violação de direito autoral" ahahahhah.

Afinal quando o corpo fala por você mesmo, você passa a escutar ele e não o do outro. Vamos continuar crescendo o que é nosso, dentro de nós, não para mostrar diferença, "pureza cultural" ou seja lá o que for, mas para benefício próprio. Para passar a arte do Parkour adiante devemos ensinar, e para ensinar devemos conhecer o outro, para conhecer o outro devemos nos conhecer.
Copie qualquer texto em você, mas use sua caligrafia.


Jonas

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

UM ENORME SALTO (One Giant Leap)

O Parkour Generations e a ONG britânica Sandbag, elaboraram o primeiro evento mundial de Parkour contra as mudanças climáticas. A intenção é mobilizar os praticantes a favor da causa e cultivar nas pessoas ao redor o pensamento de que elas podem contribuir e tomar partido por um mundo melhor. E é com essa vontade e espírito que o Geração Tracer aliado ao BrTracer adentra a campanha para juntos darmos um “enorme salto” em direção a esse futuro mais limpo de poluentes.

Rio de Janeiro, RJ - Metrô Botafogo - 14h
No Rio, o evento será itinerante, com saída as 14h no Metrô Botafogo
Mais informações: Orkut
Contato: Baconman - bacon@parkour.com.br / Tel: (21) 9741-1871

O que fazer para ajudar?

Seja praticante ou não, você é um habitante de nosso planeta. Seu esforço em ajudá-lo, aliado ao de outros, é o que pode fazer a diferença! Por esse motivo o convidamos a comparecer no dia 26 em uma das cidades relacionadas (vide tabela ao lado) e somar com essa iniciativa que beneficia a todos.

A causa

Com o nível crescente de emissão de carbono na atmosfera, a Sandbag levantou uma bandeira de preservação ao nosso planeta. A intenção é alertar a sociedade dos perigos do aumento desse índice e mobilizar a todos a favor de leis mais rígidas na assinatura do sucessor ao Protocolo de Quioto. Em dezembro, na cidade de Copenhagen, representantes de todo o mundo se reunirão para estabelecer o novo acordo que efetivamente irá refletir na qualidade de ar que nós, nossos filhos e nossos netos irão respirar. A postura do Sandbag é hoje apoiar uma decisão que seja favorável ao equilíbrio sustentável do planeta e que, se adotada, já em 2015 ocasionará um declínio considerável no gráfico de emissões.

We need one giant leap for mankind.
We need a global deal for clean power.
Precisamos dar um enorme salto pela humanidade.
Precisamos de um acordo global por energia limpa.

Protocolo de Quioto (Kyoto)

O Protocolo de Quioto é uma série de políticas estabelecidas entre os países para reduzir a emissão de CO2 na atmosfera. O acordo visava para até 2012 a redução da emissão para uma proporção de, pelo menos, 5,2% abaixo da emissão em 1990. No entanto, pela demora na homologação do acordo por todos os países entre outros motivos, as metas não estão sendo atingidas.

Copenhaguen 2009

Esse protocolo estabelece metas até 2012. E depois disso?A conferência em Copenhaguem visa desenvolver novas políticas para a regularização da emissão de carbono. Por isso é importante voltar a atenção a ela.

E o que o Parkour tem a ver com isso?

A Sandbag promove a campanha "One Giant Leap", ou "Um enorme salto" em português, em alusão à frase de Neil Armstrong ao pisar na lua. E o Parkour foi a maneira de capturar visualmente esse "salto", de forma a causar um impacto global muito forte.

Qual a posição da Sandbag em relação a isso?

A posição da Sandbag é de que hoje as licenças para emitir carbono estão muito acessíveis. Elas precisam ser encarecidas e dificultadas, de forma a incentivar outras fontes de energia menos nocivas ao ambiente.

Retirado de: http://www.parkour.com.br/umenormesalto/#sobre

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

As raízes


Desculpem não saber inglês o quanto eu deveria para traduzir fielmente o texto que segue logo abaixo. Utilizei da ferramenta do google, fiz alguns reparos, etc. Aí está o melhor que consegui fazer. É parte de um texto postado por Blane há um tempo atrás.


"Sei o quão difícil deve ter sido para David Belle e todos os outros primeiros traceurs de Lisses mergulharem em frente na escuridão mais de 15 anos atrás, não ter idéia do que estavam fazendo ou para onde isso levaria. Levou muitos anos para os rapazes criarem os movimentos mais básicos, e refiná-los na medida em que quase qualquer obstáculo pode ser superado usando apenas um punhado de diferentes técnicas, e é um feito verdadeiramente notável. Uma viagem épica que um traceur novo de hoje pode ignorar, quase, como eles aprendem 10 novas técnicas em 2 meses, que teria levado talvez 5 anos no valor de treinamento em volta de Lisses no início dos anos 90 para conseguir.
Então, na taxa que estamos a desenvolver, progredir e aprender, com certeza iremos alcançá-los na distância e ser capaz de ajudá-los a iluminar o caminho, certo?
Não, eu não penso assim.
Penso que estamos a viajar tão rapidamente ao longo desse mesmo caminho que nós estamos indo funcionar fora do combustível antes de alcançá-los. Eles estão olhando para trás e nos vendo na distância, e acho que eles provavelmente estão esperando nós chegarmos até eles para ajudar a disciplina a crescer, mas eu acho que muitas pessoas das gerações futuras nunca chegarão.Para citar Stephane Vigroux, "Eu acho que para muitas pessoas que tem que ser mais pessoal ... todos estão se movendo ... Estou muito feliz por eles ... mas muito rápido, muito rápido, muito fácil, mostrando muito .. . demais. "

Existem caras que têm formação para menos de um ano que estão a fazer coisas maiores e mais longe do que caras que treinam há quatro anos, e acredito que isto se deve principalmente à biblioteca do conhecimento disponível agora. Isso pode parecer bom, em princípio, que, como as gerações continuam, teremos caras novos capazes de contornar o processo de tentativa e erro, e se ater apenas ao que tem sido comprovado para o trabalho, para chegar a um bom nível de Parkour. Mas eu estou preocupado. Eu acho que o julgamento e erro ensinou os antigos traceurs de Lisses um vasto aprendizado sobre si próprios, e injetou-os com uma criatividade e paixão e coragem que está sendo esquecida e hoje está sendo substituído "pela formação do livro". Não só acredito que a sua habilidade mental e física é muito superior à minha, eu acredito que este será diluído como as gerações passam e os traceurs futuros iniciam a sua formação.

As pessoas agora têm listas de movimentos a aprender e como fazê-los, e rapidamente mudam para algo novo, algo maior, algo mais impressionante.A melhor maneira de obter respeito na comunidade de Parkour hoje parece estar fazendo as coisas maiores e melhores com o montante mínimo de formação para chegar lá. Enquanto você faz isso, não importa o quão superficial que foi, quão lenta a subida foi, quão preciso o pouso foi, ou quanto dano que causou para a pessoa. Todo mundo espalha a notícia de que "X" não "Y" assim que deve ser melhor do que a "Z", uma vez que têm formação só foi para "W" meses! Esta abordagem pode rapidamente degenerar e, recentemente, eu sinto que vem destruindo a verdadeira natureza do Parkour.

As pessoas estão fazendo coisas para serem reconhecidas por outras pessoas, e é difícil para as pessoas que trabalham duro e evoluem continuamente, para ver isso acontecendo ao seu redor. Eles se sentem pressionados para tentar coisas além de seu nível, quando eles vêem que isso acontece e isso não é culpa deles.

Para mim, o Parkour é uma campanha de longo prazo e de valor - não uma batalha épica curta.
Eu não estou só preocupado com a evolução mental e a criatividade dos profissionais novos que estão sendo sacrificados, estou igualmente preocupado com os custos físicos da progressão do tal "livro de ensino"." (Blane)

Tradução: Jonas